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	<title>Comentários em: Ansiedade Social — Porque não queremos estar sós?</title>
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	<description>Psicoterapeuta</description>
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		<title>Por: Rui Ferreira Nunes</title>
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		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 13:43:23 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Filipa, parece-me que a sua depressão já se arrasta há algum tempo e como diz afecta a sua auto-estima, auto-confiança e consequentemente o desejo. Quando as pessoas estão deprimidas instala-se a tristeza, a apatia e a falta de prazer em todas as actividades. Obviamente que não deixou de gostar do seu marido, pelo contrário sente a falta do seu apoio o que é natural quando a pessoa está mais fragilizada. Contudo,  ele deve senti-la mais afastada o que poderá ser interpretado como uma rejeição ou falta de interesse por ele ou pela relação. A única forma de resolver a sua situação é tratar-se. Os problemas que apresenta e em particular a depressão têm tratamento que muitas vezes implica a conjugação da psicoterapia e de tratamento psiquiátrico através de medicação. Aconselho-a a iniciar um processo psicoterapêutico para poder investigar as razões que a levaram a esta situação e que parecem vir de longe bem como apreender estratégias que a possam ajudar a iniciar e consolidar um projecto de mudança.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Filipa, parece-me que a sua depressão já se arrasta há algum tempo e como diz afecta a sua auto-estima, auto-confiança e consequentemente o desejo. Quando as pessoas estão deprimidas instala-se a tristeza, a apatia e a falta de prazer em todas as actividades. Obviamente que não deixou de gostar do seu marido, pelo contrário sente a falta do seu apoio o que é natural quando a pessoa está mais fragilizada. Contudo,  ele deve senti-la mais afastada o que poderá ser interpretado como uma rejeição ou falta de interesse por ele ou pela relação. A única forma de resolver a sua situação é tratar-se. Os problemas que apresenta e em particular a depressão têm tratamento que muitas vezes implica a conjugação da psicoterapia e de tratamento psiquiátrico através de medicação. Aconselho-a a iniciar um processo psicoterapêutico para poder investigar as razões que a levaram a esta situação e que parecem vir de longe bem como apreender estratégias que a possam ajudar a iniciar e consolidar um projecto de mudança.</p>
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		<title>Por: Filipa João</title>
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		<dc:creator>Filipa João</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 15:20:11 +0000</pubDate>
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		<description>OLá, tenho 32 anos, sou casada e tenho uma filha de 27 meses. Sempre fui uma pessoa com tendência para ver a vida de uma forma pessimista. De há 3 anos para cá já estive desempregada 2 vezes, estando neste momento a passar por uma fase julgo que muito depressiva e com problemas de auto-estima e auto-confiança. Aos 25 anos a minha mãe faleceu e passado pouco o meu marido veio viver junto comigo porque me sentia muito só, devido à morte da minha mãe. À 10 anos ingressei na faculdade, mas até agora nunca consegui terminar o curso, porque em determinadas alturas desmoralizava e acabava por desistir, talvez por não acreditar nas minhas capacidades. O meu marido passa muito tempo no estrangeiro por motivos profissionais e passo muito tempo sozinha, e estando desempregada estou muito tempo em casa a pensar. Muitos dias passo-os a chorar, sinto-me inútil, que ninguém se preocupa comigo e que até os meus amigos não se preocupam comigo como eu com eles, não tenho o minimo interesse em cuidar de mim e por vezes nem me alimento de forma correcta, porque nem vontade tenho para cozinhar.Estou farta de estar fechada em casa. Agora que tenho todo o tempo do mundo poderia empenhar-me a terminar o curso, mas não consigo ter a força de vontade que os outros esperavam de mim; é muito estúpido e frustrante não conseguir reagir a esta oportunidade. O meu marido não compreende esta frustação, e acha que não tenho motivos para me sentir assim, quando tenho um marido bom que me ajuda e uma filha linda. Sinto-me sozinha e e que ninguém compreende a minha tristeza, passo os dias a contar o tempo que falta para o meu marido regressar a casa, porque sinto falta da sua companhia, mas como seria normal, ele tem vontade de ter relações porque também sente a minha falta, mas eu não consigo, não tenho desejo, até porque olho para o meu corpo e não gosto do que vejo, não me sinto atraente, apesar de ele dizer que gosta de mim assim.
Queria perguntar-lhe o que me aconselha a fazer para modificar esta situação, porque sinto que me estou a afundar numa espiral depressiva e tenho muito medo de como isto poderá terminar, porque no outro dia o meu marido disse-me uma coisa que não esqueço e que me magoou muito; ele acha que eu já não gosto dele, que estou sempre a pedir para ele arranjar outro emprego para passar mais tempo connosco mas não porque goste dele, só porque preciso de alguém para cuidar da nossa filha e da casa, tudo isto porque não lhe digo que o amo e porque sexualmente não me aproximo dele.
Como posso sair desta situação?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>OLá, tenho 32 anos, sou casada e tenho uma filha de 27 meses. Sempre fui uma pessoa com tendência para ver a vida de uma forma pessimista. De há 3 anos para cá já estive desempregada 2 vezes, estando neste momento a passar por uma fase julgo que muito depressiva e com problemas de auto-estima e auto-confiança. Aos 25 anos a minha mãe faleceu e passado pouco o meu marido veio viver junto comigo porque me sentia muito só, devido à morte da minha mãe. À 10 anos ingressei na faculdade, mas até agora nunca consegui terminar o curso, porque em determinadas alturas desmoralizava e acabava por desistir, talvez por não acreditar nas minhas capacidades. O meu marido passa muito tempo no estrangeiro por motivos profissionais e passo muito tempo sozinha, e estando desempregada estou muito tempo em casa a pensar. Muitos dias passo-os a chorar, sinto-me inútil, que ninguém se preocupa comigo e que até os meus amigos não se preocupam comigo como eu com eles, não tenho o minimo interesse em cuidar de mim e por vezes nem me alimento de forma correcta, porque nem vontade tenho para cozinhar.Estou farta de estar fechada em casa. Agora que tenho todo o tempo do mundo poderia empenhar-me a terminar o curso, mas não consigo ter a força de vontade que os outros esperavam de mim; é muito estúpido e frustrante não conseguir reagir a esta oportunidade. O meu marido não compreende esta frustação, e acha que não tenho motivos para me sentir assim, quando tenho um marido bom que me ajuda e uma filha linda. Sinto-me sozinha e e que ninguém compreende a minha tristeza, passo os dias a contar o tempo que falta para o meu marido regressar a casa, porque sinto falta da sua companhia, mas como seria normal, ele tem vontade de ter relações porque também sente a minha falta, mas eu não consigo, não tenho desejo, até porque olho para o meu corpo e não gosto do que vejo, não me sinto atraente, apesar de ele dizer que gosta de mim assim.<br />
Queria perguntar-lhe o que me aconselha a fazer para modificar esta situação, porque sinto que me estou a afundar numa espiral depressiva e tenho muito medo de como isto poderá terminar, porque no outro dia o meu marido disse-me uma coisa que não esqueço e que me magoou muito; ele acha que eu já não gosto dele, que estou sempre a pedir para ele arranjar outro emprego para passar mais tempo connosco mas não porque goste dele, só porque preciso de alguém para cuidar da nossa filha e da casa, tudo isto porque não lhe digo que o amo e porque sexualmente não me aproximo dele.<br />
Como posso sair desta situação?</p>
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