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	<title>Comentários em: Carta dos Direitos Pessoais</title>
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	<description>Psicoterapeuta</description>
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		<title>Por: Rui Ferreira Nunes</title>
		<link>http://www.ruiferreiranunes.com/artigos/carta-dos-direitos-pessoais/comment-page-1/#comment-32</link>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 06:34:48 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Isabel, a carta dos direitos pessoais tem relevância para nos lembrar  que as pessoas são frequentemente abusadoras ou abusadas relativamente aos seus direitos, nas relações com os outros. A carta também parte do pressuposto que para defendermos os nossos direitos também teremos de respeitar os direitos dos outros. A sua questão é pertinente embora o direito a pedir o que eu quero não é o mesmo que  fazer prevalecer o meu querer, significa simplesmente que eu tenho esse direito e quando este é oposto ao da pessoa com quem eu tenho uma relação, então eu terei de negociar com essa pessoa, terei de a saber ouvir, de respeitar as suas opções e procurar um consenso. Esta negociação, aspecto fundamental nas relações, traduzirá o respeito pelos direitos de ambos em lugar da imposição da vontade duma pessoa sobre a outra. Tal como na negociação entre países ou outras entidades o respeito pelas diferentes vontades e a capacidade negocial para chegar a um acordo traduzirá um equilíbrio de poder vantajoso para ambos, diferente duma relação que resulta da imposição da vontade duma parte sobre a outra.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Isabel, a carta dos direitos pessoais tem relevância para nos lembrar  que as pessoas são frequentemente abusadoras ou abusadas relativamente aos seus direitos, nas relações com os outros. A carta também parte do pressuposto que para defendermos os nossos direitos também teremos de respeitar os direitos dos outros. A sua questão é pertinente embora o direito a pedir o que eu quero não é o mesmo que  fazer prevalecer o meu querer, significa simplesmente que eu tenho esse direito e quando este é oposto ao da pessoa com quem eu tenho uma relação, então eu terei de negociar com essa pessoa, terei de a saber ouvir, de respeitar as suas opções e procurar um consenso. Esta negociação, aspecto fundamental nas relações, traduzirá o respeito pelos direitos de ambos em lugar da imposição da vontade duma pessoa sobre a outra. Tal como na negociação entre países ou outras entidades o respeito pelas diferentes vontades e a capacidade negocial para chegar a um acordo traduzirá um equilíbrio de poder vantajoso para ambos, diferente duma relação que resulta da imposição da vontade duma parte sobre a outra.</p>
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		<title>Por: Isabel</title>
		<link>http://www.ruiferreiranunes.com/artigos/carta-dos-direitos-pessoais/comment-page-1/#comment-31</link>
		<dc:creator>Isabel</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 17:46:33 +0000</pubDate>
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		<description>A um direito corresponde sempre um dever. Quando o meu direito a pedir o que quero esbarra com o querer dos outros, não é egoismo fazer prevalecer o nosso querer? Porque se tenho o direito de pedir o que quero também tenho o dever de ouvir o que quer o outro, certo? E quando queremos coisas opostas?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A um direito corresponde sempre um dever. Quando o meu direito a pedir o que quero esbarra com o querer dos outros, não é egoismo fazer prevalecer o nosso querer? Porque se tenho o direito de pedir o que quero também tenho o dever de ouvir o que quer o outro, certo? E quando queremos coisas opostas?</p>
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