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	<title>Rui Ferreira Nunes &#187; amor</title>
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	<description>Psicoterapeuta</description>
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		<title>Deixa-me Entrar</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 09:11:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<description><![CDATA[Parece-me que ninguém poderá ficar indiferente ao magnífico filme sueco Deixa-me Entrar. Realizado por Thomas Alfredson e escrito por John Ajvide Lindquist, Deixa-me Entrar conta a história de Oskar, um rapaz de 12 anos, ostracizado por um grupo de colegas de escola que se apaixona por Eli, uma menina vampira com 200 anos. Eli vai ajudar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me que ninguém poderá ficar indiferente ao magnífico filme sueco <em>Deixa-me Entrar</em>. Realizado por Thomas Alfredson e escrito por John Ajvide Lindquist, <em>Deixa-me Entrar</em> conta a história de Oskar, um rapaz de 12 anos, ostracizado por um grupo de colegas de escola que se apaixona por Eli, uma menina vampira com 200 anos. Eli vai ajudar Oskar a ultrapassar os seus medos, a crescer, a ficar mais forte e confiante, ao ponto de conseguir enfrentar a crueldade dos colegas. Oskar oferece a Eli a aceitação e o afecto por alguém que não se pode mostrar à luz do dia, que se alimenta do sangue dos outros e cuja natureza parece impossibilitar a relação amorosa.</p>
<p>Com um registo cinematográfico impecável e excelência na interpretação, <em>Deixa-me Entrar</em> é um convite à reflexão sobre a possibilidade de deixarmos entrar na nossa vida alguém completamente diferente de nós e de nos apaixonarmos não obstante a diferença. <em>Deixa-me Entrar </em>é um filme sobre a essência do amor ou sobre a possibilidade e poder transformador da relação amorosa.</p>
<p>O filme evoca a nostalgia do amor adolescente num estado puro, absolutamente capaz de ultrapassar todas as barreiras e em particular  todas as diferenças. O amor que nos torna mais fortes, mais destemidos e capazes. O amor que cria sentido, que nos salva da apatia, da tristeza, do desespero e especialmente da solidão. Afinal Eli e Oskar estão sozinhos no mundo. <em>Deixa-me Entrar</em> representa também o paradigma do amor idealizado na sociedade contemporânea. O amor como salvação da solidão, o amor que nos liberta do quotidiano, o amor que resolve a diferença.</p>
<p>Oskar é o estereótipo do adolescente de hoje, a viver nos subúrbios duma grande cidade, filho de pais divorciados, com os quais tem uma relação emocionalmente distante mesmo quando procura aproximar-se do pai. Oskar está entregue a si próprio. Está abandonado. Nos antípodas do distanciamento e conduta mecânica e moralista da mãe de Oskar, a existência do pai de Eli circunscreve-se e anula-se na procura do sangue que alimenta a filha. O pai de Eli está encarcerado no seu amor incondicional de pai, do qual acabará por ser vítima.</p>
<p>O amor é retratado como incondicional e vampiresco. É o amor que nos eleva, nos salva e nos despedaça. O amor por uma vampira é também o amor que só tem existência numa dimensão transcendental e desde logo idealizada. Apesar de seguir a tradição clássica dos filmes de vampiros, <em>Deixa-me Entrar</em> ganha uma enorme pertinência na forma como nos confronta com a nossa percepção do amor e do fascínio que a relação amorosa exerce sobre nós como solução para os nossos problemas. Cada vez mais o amor é percepcionado como elemento mágico, idealizado, substituto da religião e da crença em algo superior que nos vai salvar.</p>
<p>As dificuldades em estabelecer e permanecer na relação intima estão muitas vezes associadas a esta ideia de amor. Um amor que surge de forma miraculosa e não um amor que se constrói, que cresce, que só existe porque foi investido de experiências e contradições. As dificuldades na relação com o outro surgem muitas vezes porque queremos alguém que nos espelhe ou que seja como nós idealizámos. É talvez por isso que a beleza perturbadora e comovente do amor de Eli e Oskar surge nos aspectos para nós paradoxais e transgressores da entrega e aceitação sem limites da diferença do outro.</p>
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		<title>Amor, Destruição e Transcendência</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 22:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amor]]></category>
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Na cultura ocidental a ideia do amor é muitas vezes conotada com uma dimensão trágica e uma dimensão transcendental. Estas dimensões estão relacionados com o lado destrutivo do amor ou com a ideia da morte oposta ao amor enquanto expressão maior da vida. A mitologia grega talvez represente da melhor forma estes princípios que ainda [...]]]></description>
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<p>Na cultura ocidental a ideia do amor é muitas vezes conotada com uma dimensão trágica e uma dimensão transcendental. Estas dimensões estão relacionados com o lado destrutivo do amor ou com a ideia da morte oposta ao amor enquanto expressão maior da vida. A mitologia grega talvez represente da melhor forma estes princípios que ainda hoje se encontram enraizados na nossa forma de ver as relações amorosas. Afinal foi a beleza encantatória de Helena que levou Páris a apaixonar-se, a raptar Helena e a ser perseguido por mil navios que deram origem a uma longa guerra que o levou à  morte bem como à destruição de Tróia.</p>
<p>Para os Gregos da Antiguidade bem como para nós o amor está intrinsecamente ligado a poder, conflito, destruição e transformação. É através do amor que o indivíduo procura um sentido para a vida e se defende da ansiedade provocada pela morte. O amor incita-nos a enfrentar  o mundo mas também provoca as dores mais difíceis de tolerar e a iminência da destruição duma parte ou mesmo da totalidade de nós próprios. Medeia mata os filhos por não conseguir tolerar a raiva que sente por ter sido abandonada pelo pai destes, Jasão. A única saída que encontra para resolver a dor resultante do sentimento amoroso é a destruição da expressão concreta desse amor, nem que para isso tenha de transgredir as regras sociais mais essenciais e destruir uma parte fundamental de si própria.</p>
<p>O filosofo francês Bataille (1957/1988) descreve o ser humano como um ser descontínuo em busca de continuidade através do acasalamento e do amor, cuja componente sexual e de reprodução encerram em si mesmas a génese da sua própria destruição e transcendência. Para Bataille, quando procuramos transcender os nossos limites na relação com o outro, está presente uma componente agressiva expressa no acto sexual, na reprodução e nas situações em que estão em causa os limites individuais da nossa descontinuidade. Quando fazemos amor ou nos degladiamos na guerra, estamos a transgredir os limites de nós próprios e do outro e a aproximarmo-nos da morte. Não é por acaso que durante os períodos de guerra ou imediatamente a seguir os indíces de fertilidade aumentam sugerindo que  a iminência da morte do outro instila o desejo de reprodução e continuidade.</p>
<p>Segundo Bataille, a relação amorosa e em particular o erotismo têm um lado transgressor na medida em que promovem a continuidade entre seres individuais ou descontínuos, necessária à procriação num percurso em direcção à morte, estádio último de continuidade e transcendência. Tal como na mitologia grega, o amor e o erotismo contêm elementos transgressores e destrutivos que conferem à relação amorosa a possibilidade de transcendência dos limites do indivíduo, quer em termos físicos, como em termos espirituais e psicológicos.</p>
<p>Um dos autores mais reputados no estudo das dinâmicas relacionais, David Schnarch (1991), demonstra como o amor pode conter um potencial destrutivo mediante a forma como o indivíduo se diferenciou da sua família de origem e projecta na relação com o outro, aspectos não resolvidos durante o seu desenvolvimento.</p>
<p>Segundo Schnarch, a separação não resolvida com a mãe, poderá levar a um desejo de fusão com o parceiro(a) ou a ver o outro como extensão de si próprio. Situação muito comum no contexto português, em que os filhos são criados essencialmente pelas mães (esta tem sido a prática mais corrente) e permanecem na casa dos pais depois de atingirem a idade adulta. Com frequência os filhos adultos dividem as suas atenções entre as mães e os parceiros(as) permitindo uma intromissão inadequada destas na dinâmica relacional. Por outro lado, as mães latinas tendem a recorrer a estratégias muito subtis que reforçam o seu poder junto dos filhos, não os deixando crescer e tornarem-se verdadeiramente autónomos. São exemplos destas estratégias a vitimização, a rivalidade com as noras ou genros em termos de influência e opiniões sobre os mais diversos assuntos, a exigência de compromissos (deveres) familiares, o cuidar dos netos ou a prestação de favores que reforçam o sentimento de dívida para com os pais.</p>
<p>Outros aspectos considerados problemáticos por Scharnch são a falta de gratificação narcísica durante a infância que poderá &#8220;desviar&#8221; a pessoa para um desejo permanente de sentir-se especial ou superior aos outros e tender a procurar a pessoa perfeita que resulta da projecção dessa defesa. Esta estratégia conduz a uma insatisfação recorrente na relação, com frequentes boicotes inconscientes que acabam por destruir a relação.</p>
<p>No extremo oposto, a criança muito gratificada e sobreprotegida tenderá a ficar dependente da aprovação e atenção do outro na relação e a tornar-se muito reactiva quando as suas necessidades não são atendidas, passando a agir duma forma agressiva de que são exemplo as &#8220;birras&#8221; ou &#8220;ataques de ciúmes&#8221;.</p>
<p>Em suma, muitas vezes os casais lutam por gratificação e validação mútuas através da forma como projectam no outro aspectos mal resolvidos no seu desenvolvimento ou decorrentes de situações de negligência ou abuso. Por outro lado, estas lacunas podem conduzir a comportamentos agressivos muitas vezes despropositados porque são induzidos de forma inconsciente.</p>
<p>Segundo Scharchn, as pessoas mais diferenciadas tendem a auto-validar-se em lugar de se validarem através do outro e assim toleram melhor a sua ansiedade em lugar de a projectarem sob as mais variadas formas na outra pessoa, ou a assumirem personalidades parcialmente diferentes dentro e fora da relação.</p>
<p>Na opinião deste autor,  a intimidade e o erotismo são potenciados pelo nível de diferenciação que permite um grau de entrega na relação capaz de ultrapassar os medos inerentes à aparente perda da individualidade ou experiência da continuidade descrita por Bataille. Nestes casos, a intimidade passa a ser extremamente gratificante e reafirmativa, e não destrutiva. Tal como na mitologia grega, o amor pode ser fonte de destruição e conflito mas também de transcendência e transformação.</p>
<p>Referencias</p>
<p>Bataille, G. (1988). O Erotismo (Costa, J., B., Tradução) Lisboa: Antigona. (obra original publicada em 1957).</p>
<p>Schnarch, D. M. (1991). Constructing the sexual crucible: An integration of sexual and marital therapy. New York: Norton Company, Inc.</p>
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		<title>A Co-Dependência, Amor ou Maldição?</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 12:47:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[amor]]></category>
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		<category><![CDATA[controle]]></category>
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		<description><![CDATA[A entrega incondicional na relação amorosa desde há muito que se tornou um arquétipo universal, cantado pelos poetas, empolado nos romances e ilustrado no cinema ou no teatro em cenas dramáticas que nos comovem a todos, tal é o nosso desejo de sermos assolados por um  sentimento amoroso tão avassalador.
Na realidade, a entrega sem limites [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A entrega incondicional na relação amorosa desde há muito que se tornou um arquétipo universal, cantado pelos poetas, empolado nos romances e ilustrado no cinema ou no teatro em cenas dramáticas que nos comovem a todos, tal é o nosso desejo de sermos assolados por um  sentimento amoroso tão avassalador.</p>
<p>Na realidade, a entrega sem limites ao outro tem consequências nefastas para o próprio e revela diversas fragilidades justificadas pela intensidade do sentimento amoroso. Gradualmente a pessoa anula-se na relação para poder servir os interesses da pessoa amada, funde-se com ela chegando mesmo a perder a sua própria identidade, enquanto reclama não sentir da outra parte o mesmo empenho e devoção.</p>
<p>A organização da vida de alguém em torno da pessoa amada ao ponto de tornar inconcebível a sua existência sem o outro é uma forma de dependência semelhante à dependência de drogas ou álcool, cujo carácter destrutivo requer tratamento e prevenção.</p>
<p>Desde o final dos anos 70 que surgiu no meio da psicoterapia o conceito de co-dependência inicialmente usado para descrever as pessoas cuja vida era afectada por alguém dependente de drogas ou álcool. Este conceito teve origem nos Alcoólicos Anónimos que organizaram grupos de auto-ajuda para apoiar os cônjuges de pessoas dependentes do álcool, os Al-Anon.</p>
<p>Estas pessoas eram caracterizadas por procurarem relações com pessoas dependentes  de substâncias na medida que estas suscitariam comportamentos co-dependentes. Estes comportamentos incluíam uma enorme reactividade, necessidade permanente de controlo do outro, baixa auto-estima e esvaziamento emocional da pessoa co-dependente.</p>
<p>Este conceito rapidamente se alargou a  pessoas que estabelecem relações em que ficam obsessivas em controlar o comportamento do outro, esquecendo-se de si próprias e do que as terá levado a agir desta forma.</p>
<p>As pessoas co-dependentes sentem-se incompletas sem o parceiro(a). Têm pouco amor-próprio, são muito auto-críticas e sentem-se magoadas facilmente. Por estas razões os co-dependentes são muito reactivos às atitudes e comportamentos do outro, têm dificuldades em expressar certo tipo de sentimentos em que julgam ficar demasiado expostos ou vulneráveis. Por consequência, estas pessoas têm dificuldade em pedir ajuda, em reconhecer os seus erros e olhar para as suas feridas. Tudo porque têm medo de perder o controle. O controle sobre si próprias que é assim assegurado através do controle do outro.</p>
<p>Os co-dependentes tentam reforçar a sua auto-estima ajudando os outros a resolver os seus problemas, nem que para isso tenham de comprometer a sua integridade e os seus valores. Os co-dependentes têm dificuldade em dizer que não, têm relações sexuais sem vontade, despendem demasiado tempo a dizer que tudo vai bem.</p>
<p>Numa fase inicial, os co-dependentes dedicam-se a tentar &#8220;salvar o outro&#8221;, zelando quase religiosamente pelos seus interesses, tomando para si a responsabilidade das suas acções, pensando por eles, sofrendo as consequências do seu comportamento. Posteriormente, os co-dependentes zangam-se com os outros pela falta de gratidão e reconhecimento, chegando ao ponto de sentir uma raiva incontrolável sobre os outros e sobre si próprios.</p>
<p>Este ciclo deixa a pessoa co-dependente ainda mais frágil porque deu tudo e afinal não mudou nada. Na verdade, a pessoa co-dependente ajuda o outro a perpetuar os seus problemas e a desresponsabilizar-se dos seus actos. Quando estas relações atingem um ponto de  ruptura, a pessoa co-dependente tende a procurar outra pessoa problemática para dar início a um novo ciclo.</p>
<p>A recuperação da co-dependência inicia-se pela tomada de consciência de que a pessoa precisa de centrar-se em si mesma, desprendendo-se da adição ao outro, procurando ajuda para identificar as suas vulnerabilidades e os vazios que tenta preencher através da dedicação aos outros. Quando as pessoas começam a gostar de si mesmas, a cuidar das suas feridas e a sará-las, quando aprendem a expressar os seus sentimentos e necessidades de forma adequada, as pessoas ganham noção dos seus limites e ganham perspectiva sobre si próprias.</p>
<p>Quando as pessoas gostam de si mesmas vão tender a procurar pessoas que as valorizem e respeitem pelo o que elas são. O ciclo da co-dependência pode ser interrompido e desfeito quando a pessoa co-dependente compreende que a resolução do seu problema reside em si próprio. Reside em tomar responsabilidade por si, tomar conta da sua vida e assim ficar disponível para poder verdadeiramente amar.</p>
<p>Sugestão de leituras sobre este tema:<br />
&#8220;Vencer a Co-Dependência &#8211; Como Deixar de Controlar os Outros e Cuidar de Si&#8221;, Melody Beattie, Sinais de Fogo<br />
&#8220;Mulheres que Amam Demais&#8221;, Robin Norwood, Sinais de Fogo</p>
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