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	<title>Rui Ferreira Nunes &#187; sexo</title>
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	<description>Psicoterapeuta</description>
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		<title>Deixámos de ter sexo</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 06:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[relação]]></category>
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		<description><![CDATA[Chamo-me Paulo tenho 39 anos e sou casado à 8 anos com uma mulher maravilhosa, somos pais de um belíssimo filho com 6 anos. A minha esposa não tem desejo sexual e também não sente necessidade do mesmo, isto desde que o nosso filho nasceu.
No tempo de namoro tive que me impor um pouco para que tivesse-mos relações sexuais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Chamo-me Paulo tenho 39 anos e sou casado à 8 anos com uma mulher maravilhosa, somos pais de um belíssimo filho com 6 anos. A minha esposa não tem desejo sexual e também não sente necessidade do mesmo, isto desde que o nosso filho nasceu.</p>
<p>No tempo de namoro tive que me impor um pouco para que tivesse-mos relações sexuais, as quais não correram lá muito bem. Eu tenho tendência para me excitar em demasia, e na 1ª vez que tivemos relações sexuais não aguentei tanta excitação e masturbei-me antes mesmo da penetração, ela não gostou da situação pois pensava que eu estava a gozar com ela.</p>
<p>Após a 1ª experiência falhada tentamos várias vezes e eu em muitas vezes voltei a ter ejaculação precoce, no entanto com a ajuda dela a nossa vida sexual foi se acertando, até ao ponto de termos quase todos os dias relações sexuais.</p>
<p>Namoramos cerca de 1 ano e decidimos casar, passado meio ano a minha esposa engravidou e começou a ter menos desejo sexual. Após o nascimento do nosso filho o desejo sexual dela foi desaparecendo, tendo uma ou outra vez uma relações um pouco à pressa e sem qualquer vontade por parte dela, eu não, tinha sempre muita vontade em voltar a fazer sexo com a minha esposa. Nas pequenas vezes, raras, que tínhamos relações, ela queixava-se muito que tinha dores e eu com isso excitava-me que consequentemente tinha orgasmos praticamente só de ela me tocar. Passamos a não termos penetração e de tempos e tempos, muito longínquos, eu acercava-me dela e “forçava” o acto sexual. Quando digo força, insistia para que ela tivesse necessidade de ter relações sexuais comigo. Algumas vezes, poucas, a minha esposa, a muito custo, lá me ajudava a masturbar-me, e eu ficava todo contente e também lhe fazia a ela o mesmo, mas sempre contra a vontade dela. As coisas foram se alterado e eu cheguei à conclusão que não valia a pena estar a insistir, quando ela tivesse vontade ela que me procurasse.</p>
<p>Ultimamente tenho notado que ela dá mais atenção as pessoas de fora do que a mim, comecei a ficar desconfiado que ela tivesse outro parceiro e comecei novamente a apertar com ela, sendo que ela sempre me rejeitava, alegando ou que estava mal disposta ou cansada ou porque o filho estava conosco, mil e um desculpas só para não fazermos sexo. Abordei de uma forma um pouco rude, verbalmente, no sentido de voltarmos a ser um casal e não só pais do nosso filho, e após muita insistência minha ela disse-me que não se ia deitar na cama comigo só para fazer sexo, pois não tinha desejo nenhum, não tinha intenções de me servir como as meninas de boa vida fazem. Mais informou-me que já se habituou a viver sem sexo e não sente necessidade nenhuma.</p>
<p>Estou muito triste com este situação, pois eu adoro a minha mulher, e com esta situação de ela não querer ter sexo comigo, está a dar comigo em doido. Segundo ela não tem interesse em fazer sexo comigo nem com ninguém e ficou super zangada com eu desconfie dela. Ela inclusive disse-me que gosta de mim, mas que já não sente necessidade de ter sexo, não sente falta, disse que se nós por ventura nos separarmos ela não vai querer mais nenhum homem e também tem a certeza que não arranjará outro homem melhor do que eu.</p></blockquote>
<p>Caro Paulo,</p>
<p>O problema que apresenta tem alguma complexidade na medida em que a falta de desejo da sua mulher é anterior ao nascimento do seu filho e não provocada por este. A sua mulher tem um problema de sexualidade que necessita de ser investigado e que foi reforçado negativamente através da dinâmica da relação e da forma como ela sentiu (e atribuiu significado) à sua abordagem sexual bem como do nascimento do seu filho.</p>
<p>Em Portugal, devido às características culturais e sociais do país é frequente as mulheres apresentarem problemas de sexualidade relacionados com a forma como a aprendizagem da sexualidade foi feita e a ideia de que os homens tendem a instrumentalizar as relações para conseguirem ter sexo que é muitas vezes visto como uma forma de objectificação e até abuso das mulheres. Esta ideia é óbviamente uma distorção grave do que deverá ser uma sexualidade saudável no contexto da relação amorosa, em que o sexo é a expressão física do afecto que aproxima e consolida a relação.</p>
<p>Por outro lado, também é comum as mulheres instrumentalizarem a relação sexual como forma de sentirem poder na relação. A pessoa que decide sobre quando e como o casal tem sexo é óbviamente a pessoa que controla uma parte fundamental da relação. Numa sociedade ainda marcada por um certo machismo o controle do sexo era muitas vezes o único recurso das mulheres para conseguirem reinvindicar outras necessidades na relação como atenção, valorização do seu papel etc.</p>
<p>Uma relação intíma sem sexualidade é uma relação disfuncional na medida em que uma parte fundamental da intimidade do casal é negligenciada com consequências óbvias para o funcionamento da relação como por exemplo a frustração que está a sentir e que dá origem a uma resposta cada vez mais inibida da sua mulher e um afastamento do casal. Por outro lado é necessário analisar que outros factores poderão estar na origem na recusa da sua mulher que poderão ser de ordem individual e ou relacional.</p>
<p>Este tipo de problemas têm tratamento e conseguem-se obter bons resultados muitas vezes num período curto de tempo. Se a sua mulher não se quiser tratar, o Paulo terá que ponderar até que ponto deseja permanecer numa relação em que não há sexo. Uma relação sem sexo só poderá fazer sentido se ambas as pessoas quiserem essa opção, caso contrário haverá sempre algum tipo de consequências para a dinâmica do casal que levam muitas vezes à separação ou à procura de sexo fora da relação. O que seria lamentável porque vejo que gosta da sua mulher e ela de si.</p>
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		<title>Infidelidade na Internet</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 19:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infidelidade]]></category>
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		<category><![CDATA[relação]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
Somos um casal jovem (de 29 anos), casados há 4 anos. Considero que sempre tivemos uma vida sexual activa normal, è verdade.
Em Novembro do ano passado descobri que o meu marido tinha umas experiências, que para mim não são normais!! Deste modo, descobri que ele via sites/vídeos pornográficos (isto eu sabia que ele &#8220;gostava&#8221; de o fazer de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<blockquote><p>Somos um casal jovem (de 29 anos), casados há 4 anos. Considero que sempre tivemos uma vida sexual activa normal, è verdade.</p>
<p>Em Novembro do ano passado descobri que o meu marido tinha umas experiências, que para mim não são normais!! Deste modo, descobri que ele via sites/vídeos pornográficos (isto eu sabia que ele &#8220;gostava&#8221; de o fazer de vez em quando!!!), mas o que eu achei mais estranho foi o facto de ele se masturbar enquanto o fazia!!! Descobri também que se inscreveu num site (adultfindfriend), procurando mulher entre os 18-30 anos para sexo a dois!!</p>
<p>Obviamente quando vi isto fiquei chocada!! Jamais imaginei que seria capaz disso, senti-me traída!!</p>
<p>Confrontei-o com a situação, e ele disse-me que era &#8220;normal, é curiosidade&#8221;!</p>
<p>Não me parece que seja normal, e parece-me que é &#8220;curiosidade&#8221; a mais. </p>
<p>Eu quero pensar que isso foi uma fase, que passa, e que ele nunca teve intenção de me magoar. Mas, fê-lo, e desde então, que de vez em quando este fantasma me assombra!!!</p></blockquote>
<p>Surge com frequência a questão das fantasia sexuais no contexto da relação e como estas podem ser geridas pelo casal. Na fase do enamoramento, as pessoas estão completamente centradas no outro, não havendo grande espaço para fantasiar sobre outra pessoa que não seja o amado ou a amada. Contudo, este período tem uma duração limitada que pode ir no máximo até aos 2 anos, conforme indicam vários estudos nesta área.</p>
<p>Durante a fase do enamoramento, desenvolve-se o vínculo afectivo que permitirá o crescimento da relação e a ambos os indivíduos serem capazes de aceitar e tolerar as verdadeiras características do outro, passando assim duma fase romântica a um entendimento mais real da pessoa amada.</p>
<p>Por outro lado, surgem com maior visiblidade os aspectos negativos da outra pessoa e o casal entra numa fase de maior rotina muitas vezes associada à decisão de se casar ou viver juntos. A possibilidade de estabelecer uma relação de forma mais séria e durável implica a iminência da perda da individualidade e pode dar origem a estratégias várias que se constituem como obstáculos ao crescimento da relação.</p>
<p>As dificuldades em permanecer e investir na relação estão normalmente relacionadas com estratégias interiorizadas na família de origem e pela forma como foi desenvolvida a personalidade e identidade da pessoa ao longo do tempo, bem como influências do meio exterior, sociais e culturais.</p>
<p>Exemplos comuns das  dificuldades em permanecer na relação são os sintomas fóbicos, ou seja, medos irracionais do que poderá acontecer se o indivíduo ficar somente com uma pessoa. São exemplos destas fobias, o sentir-se sufocado pela relação, sentir que se perdeu a liberdade individual, ou ainda sentir que não se experimentou o suficiente para dar um passo mais sério. O compromisso com alguém leva a pessoa a recear que a sua identidade se dilua chegando mesmo ao ponto de não se reconhecer se for fiel a uma só pessoa. Em suma, o indivíduo receia que se perca uma parte fundamental de si próprio se decidir investir numa relação com alguém.</p>
<p>Outras estratégias mais complexas estarão relacionadas com as formas como o inconsciente boicota a experiência relacional com base em experiências traumáticas que aconteceram no passado. Nestes casos, a pessoa tenderá a boicotar a relação com receio de ser abandonada ou para evitar cenários de grande decepção ou sofrimento. Noutras situações, o indivíduo não se valoriza o suficiente (baixa auto-estima), o que o leva a não valorizar quem gosta de si e consequentemente as relações que lhe proporcionam bem-estar e estabilidade, ou por outro lado, a permitir cenários de abuso e maltrato.</p>
<p>Todas estas variáveis poderão participar em dinâmicas complexas que levam muitas pessoas a perder o desejo na relação ou a procurar através da fantasia sexual com o outro sabotar a mesma e logo sabotar-se a si próprias. Mas a fantasia sexual com o outro não significa necessariamente que a pessoa  não deseje permanecer na relação ou que esteja a pôr em causa o compromisso que assumiu.</p>
<p>Quando se está em relação, não se fica cego ou surdo relativamente aos outros e às fantasias com outros. O que se torna importante é a forma como se enquadram esses pensamentos e é possibilitada a sua emergência no contexto relacional.</p>
<p>Quando a relação não corre bem, as pessoas tendem a procurar outros pontos de apoio ou escapes, como forma de evitar o stress ou sentimentos negativos provocados pela dinâmica relacional. Nestes momentos, a fantasia sexual com o outro reforça o ego do indivÍduo na medida que lhe assegura a sua própria validade através da capacidade de seduzir alguém diferente e a possibilidade, mesmo que remota, de poder deixar o parceiro(a). A ideia de que existe sempre alguém melhor que vai resolver os nossos problemas pessoais ou relacionais acaba por evitar que a pessoa desenvolva a necessária tolerância à frustração, resultante de lidar com os aspectos negativos do outro e dela mesma e aceite permanecer na relação com uma só pessoa, sem se sentir vulnerável por isso.</p>
<p>Se poderá ser admissível, e  essa será uma condição a negociar na relação, cada membro do casal poder visionar e desfrutar de pornografia a título individual — não me parece que esta condição constitua em si mesma um problema, quando ambos estão seguros da sua sexualidade e da vontade de estar com o outro.</p>
<p>Quando uma das pessoas decide passar várias horas em frente ao computador e no caso do marido da leitora, procurar explicitamente um encontro com alguém, ele poderá estar ou não a trair a companheira, dependendo do seu conceito de fidelidade e do que este representa para a relação. Muitas vezes o conceito de fidelidade não se aplica da mesma forma para um e para o outro, sendo frequente as pessoas serem mais indulgentes consigo mesmas. Será que o seu marido também aceitaria o mesmo comportamento da sua parte?</p>
<p>A leitora sentiu-se traída e esse sentimento é suficiente para poder confrontar o seu marido e esclarecer o modo como a fidelidade é entendida na relação. E quando ele vê as imagens no computador ou se masturba, também se sente igualmente traída? O que a leva a querer controlar os momentos a sós do seu marido? Será que já se sentia insegura na relação antes de descobrir as fantasias do seu marido? Como estão as suas necessidades a ser atendidas na relação?</p>
<p>De alguma maneira, na situação descrita, o seu marido poderá estar a testá-la quanto à sua capacidade para aceitar este tipo de comportamento e o conceito de fidelidade que lhe está inerente. Mas esta forma de o fazer também poderá revelar a dificuldade que o seu marido poderá ter em comunicar consigo sobre aspectos que não correm bem na vida do casal ou não ter consciência de aspectos internos que possam estar a sabotar a relação.</p>
<p>Caberá a ambos decidir em que termos aceitam ter a relação e qual o tipo de  fidelidade esperada, discutindo abertamente sobre o assunto. A confrontação com o outro é necessária para que seja claro o que está em jogo e as opções que se oferecem ao casal. Neste processo poderá ser útil o recurso à terapia individual ou de casal, para melhor avaliar a situação e os recursos disponíveis para encontrar soluções para os problemas.</p>
<p>Muitas vezes os casais presumem que existe um paradigma erótico para a relação que é o paradigma de quando estão apaixonados, tornando os estádios posteriores da relação sempre menos estimulantes e eróticos. Por outro lado, o modelo de relação dos pais surge muitas vezes como uma experiência não erótica e uma vida de casal rotineira, pouco estimulante e satisfatória. Na verdade, se o investimento colocado na procura de estímulos exteriores for canalizando para a procura de soluções imaginativas e lúdicas na vida do casal, a relação irá fortalecer-se e ganhar maior profundidade e satisfação.</p>
<p>Estar em relação é também uma opção que implica cedências, esforço, adaptação ao outro e mudanças em nós próprios. Mas este desafio constante, a longo prazo, acaba por ser mais gratificante do que a fantasia do que poderíamos ser e fazer, no mundo virtual das nossas projecções.</p>
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		<title>Falta de Desejo</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 20:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
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		<description><![CDATA[Somos um casal há dez anos. No início o desejo sexual era bastante forte, mas as coisas foram esfriando com o tempo, o que pensamos ser natural. Queríamos saber se existe alguma forma de podermos recuperar esse desejo forte um pelo outro como era no início?
É um facto que a rotina e a acomodação à vida de casal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somos um casal há dez anos. No início o desejo sexual era bastante forte, mas as coisas foram esfriando com o tempo, o que pensamos ser natural. Queríamos saber se existe alguma forma de podermos recuperar esse desejo forte um pelo outro como era no início?</p></blockquote>
<p>É um facto que a rotina e a acomodação à vida de casal pode diminuir o desejo no casal. Não é normalmente erótico executar tarefas domésticas, discutir despesas, ver a pessoa chegar a casa cansada do trabalho. Existem no entanto várias possibilidades de &#8220;animar&#8221; o desejo num casal instalado na relação. O nosso lado erótico está  intimamente associado às nossas fantasias. Poderá discutir com o seu companheiro (a) quais são as vossas fantasias e planear realizá-las, atendendo a todos os detalhes que as tornam particularmente excitantes para si e para o outro. A fantasia sexual alimenta-se da criatividade, da literatura erótica, dos filmes eróticos ou pornográficos, da observação dos outros&#8230;usar uma determinada peça de roupa pode ser extremamente erótico para o seu companheiro(a) e para si!</p>
<p>A fantasia erótica está muitas vezes associada a cenários de transgressão. Cada casal e cada indíviduo tem uma concepção subjectiva do que será trangressor para si a até que ponto é tolerável trangredir. Enquanto para uns, recorrer a brinquedos sexuais ou ter sexo na praia será trangressor e aceitável, para outros pode implicar outras situações de maior risco tais como sexo num lugar público. A exposição é aliás outra forma de estimular a sexualidade no casal. Ao contrário do que se poderia pensar, sairem à noite e dançarem juntos perante os olhares e desejo dos outros, acaba por valorizar e estimular o desejo pelo seu companheiro(a).</p>
<p>Outras receitas mais conhecidas como passar férias num sítio exótico ou um jantar romântico implicam a quebra da rotina dum casal saudável e o relembrar de como é gratificante quando o desejo se associa ao afecto pela pessoa amada. Em suma, o reanimar da sexualidade, tal como outras áreas da relação presupôem imaginação, planeamento e investimento pessoal. Contudo, as questões relacionadas com a falta de desejo poderão ter motivações psicológicas mais complexas relacionadas com a história e estrutura do indivíduo e a dinâmica da relação. Nesses casos será aconselhável consultar um terapeuta para auxiliar o casal a identificar os factores inconscientes perturbadores do desejo e encontrar formas de os contornar.</p>
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